Um esgoto estourado há cerca de um mês na Rua 09, do bairro Ouro Preto, Zona Oeste de Petrolina, tem tirado o sossego dos moradores. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) esteve no local por três vezes, mas nada foi feito até o momento da publicação desta reportagem. Em contato com a produção do Nossa Voz, a assessoria do órgão disse que estava previsto para hoje, dia 26, o conserto da cratera. O bairro tem 50% de taxa de esgoto em cima do valor consumido de água.
Preocupada com o trânsito de veículos e pessoas no local, a população sinalizou o buraco com um pedaço de madeira. Por causa da longa extensão, o esgoto forma até mesmo correntezas de água suja, propagando mal cheiro e insetos por grande parte da localidade. A Maria das Dores da Conceição, por exemplo, está com o esgoto retornando para as tubulações de casa e não sabe mais o que fazer para diminuir o problema. Ela teve que fazer um canal próprio para que a água pudesse circular e não adentrasse a residência dela. “A água tá saindo no banheiro e no muro. Não é água não, é merda mesmo. A gente não tem uma pessoa responsável pelo bairro. Aqui não tem presidente de bairro”, desabafou.
Já a Ana Alves diz que o forte odor está adentrando em todos os cômodos da residência dela. “No banheiro, na pia de lavar louça […] Quando a gente dá descarga o cheiro vem. A Compesa veio três vezes e nada”, disse. Ela ainda explicou que a Compesa solicitou um abaixo assinado para fazer os reparos no esgoto. Ao Nossa Voz, a Compesa informou que o documento era necessário para caso fosse necessário quebrar as calçadas da localidade para uma intervenção maior.
A moradora Cleuza Maria da Conceição reside no final da rua, mas, apesar da distância, os problemas são graves e ela teve até mesmo de interditar o comércio dela. “A gente precisa de providência. Eu tive que fechar o meu ponto, estou parada sem poder trabalhar por causa dessa mundiça. Estamos atrás dos nossos direitos. Tive que colocar um cano para o esgoto não entrar em casa. Só sabe quem tá passando, sabe. Até bicho tá entrando em casa”, desabafou.
Com uma conta de água em mãos no valor de 367 reais, Joselita Maria da Silva disse o quanto a situação está precária. “Essa semana me deu dor de cabeça com o mal cheiro. As crianças estão adoecendo. Nós não podemos desistir porque nós pagamos caro. Ninguém aguenta mais”, desabafou.Grande Rio FM








