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Vereadores voltam a criticar repertório Wesley Safadão e Aldair Playboy e preços absurdos no São João de Petrolina

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A sessão desta terça-feira, dia 26, foi a primeira pós São João de Petrolina e a última do primeiro semestre, totalizando 32 encontros realizados no Legislativo Municipal em 2018. Na pauta do dia, estavam 18 indicações, sete requerimentos e seis Projetos de Lei, sendo que desses, apenas um do Executivo. Tudo foi aprovado por ampla maioria, com exceção do requerimento nº 140/2018, de autoria da vereadora Maria Elena (PSB), para que fosse realizada uma Moção de Aplausos ao Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho e toda equipe pela realização dos festejos juninos.
Para os vereadores de oposição, como Gilmar Santos e Cristina Costa, ambos do Partido dos Trabalhadores, a festa beneficiou mais aos empresários do que à população. O vereador Gilmar Santos, que é defensor da classe artística, pontuo a falta de valorização da cultura local e teceu várias críticas à organização. Já Cristina Costa reconheceu que o evento foi bem organizado, mas acredita que será um grande desafio para a administração municipal a valorização das tradições regionais dentro do Pátio de Eventos Ana das Carrancas.
Com relação aos preços, até mesmo os vereadores do grupo de Miguel Coelho concordaram. “Cheguei aqui questionando os preços lá no Camarote. Preços absurdos”, disse  o vereador Ronaldo Silva (PSDB), acrescentando que não é muito diferente dos valores praticados no São João de Caruaru, por exemplo, onde ele esteve na semana passada em companhia do ex-deputado Guilherme Coelho (PSDB) e do pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmim (PSDB).
Autora do projeto, a vereadora Maria Elena (PSB) defendeu que os artistas locais estão sendo cada vez mais valorizados, principalmente com o aumento do cachê. “[Os artistas locais] foram, sim, prestigiados porque tanto tocaram nessa estrutura quanto perceberam um cachê cada vezx mais crescente”, afirmou.
Entretanto, ela destacou que é preciso mais cautela com a escolha dos artistas, até mesmo os renomados, para que seja cumprida a Lei Antibaixaria, de autoria dela, que proibi o uso de recursos públicos do município sejam utilizados “para a contratação ou apoio a artistas que em suas músicas, danças ou coreografias desvalorizem, incentivem a violência ou exponham à situação de constrangimento as mulheres, os homossexuais ou os negros ou que incentivem qualquer forma de discriminação”. “O Wesley Safadão, apesar de ser um fenômeno, também tem uma música alusiva e imoral. Como os senhores não prestaram atenção à letra dessa música? Eu e Cristina [Costa] vamos pegar a letra dessa música e apresentar à Secretaria de Educação”, alegou Alencar.
Da bancada evangélica, o vereador Osinaldo Souza (PTB), disse que é preciso haver a redução dos cachês dos artistas que descumprirem a Lei que foi aprovada em 2013 pelo Legislativo. “Lei é para ser cumprida. Se Wesley Safadão cantou música que tinha cunho pornográfico, tem que ser multado, sim. Até porque o nome dele já tem safadeza, é Wesley Safadão. Tira logo!”, finalizou. Blog do Nossa Voz – Grande Rio FM
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