Após demolições, moradores dos Vivendas cobram celeridade em Projeto de construção de boxes comerciais

Depois de a Prefeitura de Petrolina retomar uma área pública onde edificações irregulares estavam sendo construídas no Residencial Vivendas, na zona norte da cidade, os moradores questionaram a celeridade em um Projeto de cessão das áreas de 58 boxes comerciais para que, de acordo com critérios definidos de acordo com a legislação, sejam construídos e explorados comercialmente através de concessão pública.
De acordo com o Diretor de Disciplinamento Urbano e Atividades Licenciadas, Cícero Dirceu da Silva, a ideia das construções, por parte dos moradores, foi precipitada. “Nós tínhamos um projeto prévio e a gente sabe que a administração pública trabalha com vários critérios. A iniciativa pública é um pouco mais demorada por causa dos critérios. Eles começaram a fazer as construções de forma irregular, de forma precitada”, afirmou, em entrevista ao programa Nossa Voz.
Em contrapartida, os moradores alegaram que esse diálogo já dura cerca de um ano e que a demora causou insegurança. “Essa nossa luta é há mais de um ano. Eles prometeram liberar essa área para a construção da gente e nunca teve êxito. Resolvemos tomar posse desse terreno que não é particular. É uma área destinada ao comércio. É, de fato, nossa. Começamos as construções e, sem nenhum aviso prévio, fomos surpreendidos pela Prefeitura que destruiu tudo. A gente não parou com essa luta não. Esse ato só nos fortaleceu”, enfatizou Rogério Andrade. Segundo os comunitários, as obras foram projetadas por um profissional de arquitetura que é morador do local.
Cícero Dirceu acrescentou que, mesmo diante da demora, os moradores sabiam que não poderiam realizar essas construções. “Eles tinham conhecimento de nosso projeto. É um padrão urbanístico. Se cada um fizer do jeito que quer, vai favelizar. Tem que fazer dentro dos critérios urbanísticos”, disse. Ele explica que a tramitação é um processo lento, bem como a captação de recursos. “É preciso que haja transparência e tudo isso deixa mais lento”, completou.
Os moradores reclamaram ainda da falta de aviso prévio da demolição e da forma como foi realizada a abordagem. “O que mais nos chateou foi como eles chegaram aqui e não falaram nada. Só enfiaram a máquina, nos sentimos humilhados. A guarda estava com spray de pimenta e cassetete. Teve pessoas que eles empurraram, eles chegaram de uma maneira que não esperávamos”, contou a moradora Fernanda Souza. Sobre o fato, Dirceu defendeu alegando que “a ação é necessária quando há invasão de área pública. Mas em momento nenhum eles usaram os equipamentos de segurança”.
Além disso, a Prefeitura de Petrolina está discutindo com Associação de Moradores do Residencial Vivendas o projeto de construção de uma nova praça no local. O documento prevê a urbanização de um espaço que vai dispor de (área pública de convivência, áreas verdes e pontos comerciais. Além disso, também consta no documento a intenção de cessão das áreas de 58 boxes comerciais para que, de acordo com critérios definidos de acordo com a legislação, sejam construídos e explorados comercialmente pelos moradores através de concessão pública.
Outro ponto em discussão é a oferta de linhas de crédito para o financiamento das construções, através da Agência do Empreendedor, Banco do Brasil e Caixa Econômica. Para que o projeto de construção da nova praça do Vivendas saia do papel, resta apenas o cumprimento das etapas formais legais exigidas no processo, a exemplo de licitação, captação de recursos e definição dos critérios de uso e exploração comercial do  espaço.

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