Marina Silva deseja Lula fora do processo eleitoral

Em seu quinto dia oficial de campanha, na sua passagem pelo Recife, nesta terça-feira (21), a presidenciável Marina Silva (Rede) concorda com a não candidatura do ex-presidente Lula ao relembrar da Lei da Ficha Limpa.
“Eu só tenho o cuidado de que, a Justiça não faça nenhum tipo de julgamento ou de decisão em função de quem está sendo julgado. A justiça tem que agir de acordo com as regras que devem ser iguais para todos. A Lei da Ficha Limpa diz que se alguém é condenado em segunda instância, não pode participar do processo eleitoral. E a Justiça precisa observar esse requerimento que vem sendo aplicado em outros casos”, comentou.
Para ela, faltando poucos dias para finalização do processo eleitoral, a dúvida colocada para os eleitores em cima da candidatura de Lula fragiliza a decisão do eleitorado. “Eu tenho dito que a lei deve ser observada por todos e que ninguém está acima da lei. Não se pode numa democracia ter dois pesos e duas medidas”, analisou.
Marina Silva reclama do pouco tempo para os programas eleitorais gratuitos, mas não perde a esperança de crescimento durante a campanha. “É o momento de dar uma chance para a mudança. De que a postura do cidadão derrote as velhas estruturas do poder econômico, do poder político, do abuso do poder político. E eu estou sentindo esse movimento na sociedade brasileira, apesar de tudo que eles fizeram para impedir que a sociedade cumpra com o seu objetivo de mudar porque ficaram com o dinheiro do fundo eleitoral todo para eles, praticamente, o tempo de televisão é praticamente todo para eles, mas eu sinto que as pessoas estão dispostas a mostrar de que a sua postura e a sua consciência é maior do que as velhas estruturas”, disse.
Na capital pernambucana, cidade onde teve mais votos nas últimas eleições para presidente em 2014, ao assumir a candidatura com o falecimento do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Em um cenário sem o ex-presidente Lula (PT), Marina disputaria diretamente com Bolsonaro e é incisiva ao falar das propostas “enganosas” do seu rival. “Não tem como ser em passe de mágica. O problema da violência não tem como ser resolvido com cada pessoa tendo uma arma para se defender”, afirmou.
Marina Silva (Rede) ainda afirmou ser um retrocesso quem defende o saudosismo “do autoritarismo, da ditadura”. Após conhecer a incubadora Porto Social, nesta terça-feira (21), e alguns projetos sociais beneficiados, a candidata respondeu a questionamentos sobre o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), a quem confrontou em debate na TV na última sexta (17).
“Existem muitos retrocessos no Brasil, um deles é o retrocesso político, daqueles que tem saudosismo do autoritarismo, da ditadura. Não queremos que o Brasil volte para o período da falta de democracia.” (Folha PE)

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