Enquanto o povo de Petrolina sofre com falta de água, Compesa se preocupa é com Região Metropolitana

A falta d’água em Petrolina passou de qualquer limite do aceitável. E do tolerável também. Pelos quatro cantos da cidade, comunidades inteiras clamam por abastecimento.

Num passado nem tão remoto assim, o problema costumava ser recorrente em bairros mais afastados da cidade, que já sofrem com outros transtornos. O que já era uma situação absurda, diga-se de passagem. Mas agora, o desabastecimento generalizou-se.
A grita por água nas torneiras vai dos menos aos mais abastados. Na Areia Branca, onde se localiza o Bodódromo, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Petrolina, agora falta água todo dia. Pior ainda é no Jardim Maravilha, onde os moradores não veem uma gota sequer há mais de dois meses. Só para ficar nesses dois exemplos.
Nos blogs e nas emissoras de rádio da cidade, as reclamações dos comunitários acerca do problema viraram mais do mesmo. Uma vergonha para a concessionária responsável pelo setor de abastecimento e esgotamento sanitário de Petrolina – Compesa.
A empresa justifica como pode, alegando que as altas temperaturas do Sertão aumentam o consumo por água, em detrimento do sistema, que passa por readequações para poder suportar essa demanda.
O difícil para o petrolinense é aceitar a desculpa. Afinal de contas, quem já não sabe que a cidade, nesse época do ano, vai a 40°C na sombra?
Para completar, a Compesa alardeou o interesse de seis empresas britânicas em executar projetos para aumentar a eficiência nos sistemas de abastecimento d’água…da Região Metropolitana do Recife! E o Sertão, como é que fica?
E ainda acham ruim quando os sertanejos acusam o governo do Estado de governar para o Litoral. A prática, infelizmente, ainda não desmentiu a teoria. Pelo menos não até o momento. Blog do Carlos Britto 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Fechar