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Levantamento aponta médio risco de infestação por Aedes aegypti em Petrolina

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Os dados do segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação para o Aedes aegypti (LIRAa) em Petrolina foram divulgados nesta terça-feira (26) pela prefeitura. A pesquisa – realizada na primeira semana de março – apontou médio risco e infestação para os agravos causados pelo Aedes aegypti, com um índice de 1,8%.

Através da coleta de amostras e vistorias feitas em estabelecimentos residenciais e comerciais, os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) realizaram a pesquisa em diversos bairros da cidade. O LIRAa, realizado a cada dois meses, serve como instrumento de monitoramento para os locais com maiores infestações dos ovos e larvas do mosquito.

Bairros

Os bairros são divididos em zonas denominadas ‘estratos’. Os mais preocupantes são os que apresentam índice de infestação de 3,2 % como João de Deus, Loteamento Bela Vista, Quati, São Gonçalo, Jardim Petrópolis, Cohab VI. Em segundo lugar, com 3,0%, estão Dom Avelar, São Jorge, São Joaquim e Terras do Sul.

A gerente de Endemias, Rânmilla Castro, explica que o principal motivo para o índice é a falta de atenção da população com recipientes que acumulam água, dentro das próprias casas. “Quando os agentes fazem as visitas para o levantamento de infestação, percebem que o grande problema são os focos nas casas das pessoas. Até mesmo a gaveta que fica atrás da geladeira pode ser um foco, pois os ovos do mosquito resistem 400 dias sem água. O cuidado com o mosquito não pode parar, tem que ser feito no mínimo, semanalmente”, explica.

Rânmilla destaca ainda a importância de procurar uma unidade de saúde quando a pessoa está com sintomas de dengue, por exemplo. “Ir ao médico é importante, pois se há a confirmação e a notificação do caso de uma das arboviroses, os agentes vão ao local e fazem o bloqueio do vetor, diminuindo a possibilidade do mosquito fazer novas vítimas“, informa.

Ações

Diariamente, os agentes de combate às endemias realizam visitas nos bairros à procura de focos do Aedes, fazem trabalhos educativos e atendem denúncias. “Fazemos o trabalho focal na cidade e vistoriamos locais que podem ser propícios para a proliferação do mosquito. Infelizmente não são todos os estabelecimentos onde podemos entrar, principalmente quando o mesmo está trancado e sem ninguém. Então, temos que contar com a parceria da população de forma massiva, pois, sozinhos, não conseguimos erradicar o Aedes“, esclareceu Rânmilla.

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