“Se não tivessem tomado o caiaque e o colete, meu filho estaria vivo”, diz mãe de Diogo, após 6 meses do afogamento

Hoje, 7 de março de 2019, completam seis meses da morte do jovem Diogo Lira. Diogo, que na época tinha 16 anos, morreu afogado nas águas do Rio São Francisco, na Orla II de Juazeiro, no feriado de 7 de setembro.

Mesmo após o caso ter sido considerado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como crime doloso (com intenção de matar), duplamente qualificado, a família da vítima continua sem resposta da Justiça sobre caso.

De acordo com o promotor de Justiça da Bahia, Raimundo Moinhos, o caso foi por motivo fútil e impossibilitou a defesa da vítima. Ele considerou ainda que há indícios que Eduardo Jorge Meireles, proprietário da “Caiaques do Vale e o funcionário Ramos Neto Costa, assumiram o risco contra a vida de Diogo.

Porém, segundo os familiares do jovem, o processo judicial contra os acusados está parado.

De acordo com informações obtidas pelo PNB, o acusado Eduardo Jorge foi citado por oficial de justiça no dia 25 de outubro. Ramon Neto mora em Petrolina, e por isso foi expedida uma carta precatória para que ele fosse citado  por um oficial de justiça do município, já que se trata de outra comarca.

Na época, o Juiz Roberto Paranhos mandou citar os réus para responderem à acusação no prazo de dez dias. Ainda de acordo com fontes do PNB, a carta precatória não retornou de Petrolina, havendo uma movimentação do processo, no dia 11 de dezembro último, quando o Juiz Roberto Paranhos, em despacho, cobrou um retorno da precatória expedida para Petrolina.

Estas foram as últimas informações que conseguimos sobre o processo.

O PNB se comunicou com o Juiz Paranhos, mas ele está de férias e nos indicou a procurar a Vara onde o caso está tramitando, mas não conseguimos contato.

Hoje o PNB ouviu Simone Lira, mãe de Diogo, que não escondeu sua indignação com a impunidade do caso.

“Se não tivessem tomado a embarcação e o colete de meu filho, ele estaria vivo. É muita dor para uma mãe perder um filho, ainda mais da maneira como eu perdi Diogo e saber que vai ficar por isso mesmo, é muito cruel. Será que este caso vai cair no esquecimento? O MP fez seu papel e agora estou confiante que a Justiça também faça o seu. Já são seis meses, tempo suficiente para nos dar uma resposta. Minha vida foi destruída com a morte do meu filho, mas a empresa acusada continua funcionando normalmente. Nada mudou para eles, mas para mim, a vida parou naquele dia 7 de setembro. Eu espero por Justiça!”, declarou emocionada, Simone Lira.

 

Entenda o caso

Segundo um amigo de Diogo, eles haviam alugado o caiaque neste dia e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Chegando ao local, encontram dois amigos, que teriam subido na embarcação. O amigo contou que o caiaque chegou a virar duas vezes, e que o funcionário da empresa, ao ver que a embarcação havia virado, teria utilizado outra embarcação para alcançar os jovens e, irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido , obrigado que ele e Diogo entregassem os coletes e todos descessem da embarcação. O amigo conseguiu alcançar a margem, porém Diogo não.

No último dia 13, sétimo dia da morte do estudante, familiares, vizinhos e amigos de Diogo fizeram uma manifestação pedindo justiça para o caso.Fonte Portal Preto o Branco

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