Contratados da rede estadual em Petrolina reclamam de salários atrasados de março; GRE responde

Um grupo de 114 professores contratados da rede estadual de ensino em Petrolina está reivindicando os salários atrasados do mês de março. Em contato com o Blog, de forma reservada, dois deles acusam a Secretaria de Educação de Pernambuco e a Gerência Regional de Educação (GRE)/Submédio São Francisco.

Segundo eles, o Sistema de Elaboração de Projetos Educacionais (Siepe) não teria registrado as informações referentes ao trabalho dos contratados em março. Criado há cerca de dez anos pela Secretaria, o Siepe é uma ferramenta que monitora a quantidade de aulas atribuídas a um determinado professor.

Os contratados alegam já ter entrado em contato com o órgão estadual no Recife, o qual disse que “não há nada de errado” e que a falha poderia ter ocorrido localmente, ou seja, na GRE. “Ninguém assume o erro. Queremos receber pelo que a gente trabalhou”, desabafou um dos professores.

Eles disseram ainda que a promessa de pagamento ficou para o próximo mês. No entanto, muitos professores justificam que não podem ficar por mais um mês sem receber seus salários. “Temos nossas contas para pagar. E como a gente vai se deslocar para nosso trabalho? queremos que a GRE abra uma folha extra para resolver o problema”, enfatizam.

Esclarecimento

Procurada pela reportagem, a chefe da Unidade de Desenvolvimento de Pessoas da GRE, Ângela Maria Tavares, explicou que o contrato temporário excepcional – ao qual os profissionais estão vinculados – não permite que eles fiquem fora de regência. “Essas contratações são para salas de aula, para substituírem um professor ou assumir uma lacuna até surgir alguém efetivo ou concursado”, explicou. Segundo Ângela, no Siepe esses 114 contratados constavam com “zero aulas”.

No entanto, como há programas educacionais coordenados pela Secretaria, os profissionais foram aproveitados (inclusive os efetivos em disponibilidade). “A gente justifica na planilha, um a um, e encaminha para lá (a Secretaria). E nunca aconteceu de nenhum ficar sem receber”, assegurou.

Segundo Ângela, esse é um problema que já tornou corriqueiro. “Quase todo ano acontece, e agora vai ficar acontecendo todo mês”, adiantou. Ele disse ainda que não são 114 contratados nessa situação, já que dez deles decidiram rescindir seus contratos. A representante da GRE fez questão de ressaltar que todos os profissionais receberão, no mês seguinte, seus salários com o retroativo. Ângela deixou a entender ainda que a GRE não pode atender ao pedido dos professores para pagar os atrasados relativos a março, que não dessa maneira.

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