Polícia Civil desarticula quadrilha de assaltantes de bancos e carros-fortes em Pernambuco

Quatro homens foram presos nesses últimos domingo (7) e segunda-feira (8) na fase final da Operação Blindado, que desarticulou uma quadrilha de assaltos a bancos e carros-fortes em Pernambuco. Os nomes de Gilson Oliveira da Silva (vulgo Veio paulista), Jedson Viera da Silva (vulgo Matuto), Edson Soares da Silva (Dinho pato) e José Luciano de Melo Júnior foram apresentados pela Polícia Civil, nesta terça-feira (9). Todos já tinham passagem pelo sistema prisional.

O quarteto realizou a ação criminosa audaciosa contra o Banco Itaú do bairro da Boa Vista, no Recife, em 28 de janeiro deste ano. Além deles, outras 13 pessoas que fazem parte do mesmo grupo foram presas nos últimos seis meses. A quadrilha vinha atuando em Pernambuco havia mais de dois anos. Com as investigações, a polícia conseguiu impedir pelo menos sete futuras investidas do bando, incluindo um ataque a um carro-forte dentro de um shopping localizado no Pina, na Zona Sul do Recife.

“Trata-se de uma verdadeira organização criminosa. Tivemos seis meses de investigação. Eles atuavam basicamente cometendo roubos a banco, a carros fortes e também a estabelecimentos comerciais. São pessoas extremamente violentas e ousadas nos crimes cometidos. E. nesta segunda-feira, com as quatro últimas prisões, colocamos fim a isso”, afirmou o titular da Delegacia de Roubos e Furtos, João Leonardo. O delegado comentou que Gilson e Edson foram presos na Estação do Metrô de Joana Bezerra, enquanto Jedson e José tiveram voz de prisão no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O metrô, segundo a polícia, era espaço muito utilizado por eles para “reuniões” de articulação dos crimes.

Entre o quarteto, o delegado destacou a atuação de Gilvan. “Ele tem uma vasta ficha criminal, com assaltos praticados desde a década de 1990. Estava foragido da antiga Pai (Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá) em São Paulo e voltou faz cerca de dois anos”, disse. Gilvan foi identificado como um dos três cabeças da quadrilha, junto com Rodney Gaião e Edson Pombo. que também já estão presos.

Uma das marcas do grupo, além da violência, era o uso de vários disfarces. Algumas vezes, os bandidos se vestiram de policiais civis; noutras, com uniformes de firmas privadas e também usavam perucas para tentar dificultar a identificação. Na casa de Gilvan foram encontradas várias dessas perucas, além de grampos usados para fechar ruas. Durante as buscas e apreensão desta semana, também foram apreendidos quatro carros que foram clonados para serem usados nos assaltos.

O delegado João Leonardo contou que os suspeitos confessaram, além do assalto ao Itaú da Boa Vista, o assalto ao Banco do Brasil da cidade de Moreno, em 29 de março de 2016; e, mais recentemente, o crime contra um correspondente bancário do Bradesco localizado no município de Barreiros, na última sexta-feira (5).

Entre os crimes que foram evitados pela inteligência policial ao longo dos últimos meses, estão a investida ao shopping, assalto a carro-forte em um supermercado de Água Fria, também no Recife; um banco na cidade de Barreiros; arrombamento a um mercado do município de Timbaúba; roubo a comerciante do Cabo; roubo a estabelecimento comercial em Boa Viagem; e um roubo a um comerciante de Igarassu. “Está quadrilha vivia de fato, semanalmente, de articular roubos”, pontuou o delegado. (Folha PE).

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Também

Fechar
Fechar