Prefeitura de Petrolina leva música instrumental aos moradores do Bairro João de Deus

Já seguindo pelas ruas de Juazeiro e Petrolina, a manifestação contra o aumento abusivo do preço dos combustíveis nas duas cidades pretende não apenas chamar a atenção das autoridades locais sobre a necessidade de intervenção sobre esses reajustes mas também inviabilizar a venda nos postos locais, formando filas nos estabelecimento para abastecer a R$ 1, solicitando a nota fiscal. Um ensaio dessa mobilização foi feito ontem e hoje (11), após cumprirem essa etapa os manifestantes se concentrarão em frente a Prefeitura de Petrolina cobrando ações mais efetivas da gestão municipal e do Programa Municipal de Defesa do Consumidor (Prodecon).

Um dos organizadores do protesto, Jean Santana explicou em entrevista ao Nossa Voz que a forma como implementado o aumento de preços não condiz com uma política justa junto ao consumidor. “Querendo uma resposta já e direta do órgão público e dos órgãos que fiscalizam. Estamos vendo o aumento abusivo, vemos que ontem tiveram aumentos de R$ 0,10, R$ 0,15, R$ 0,20, em alguns postos creio eu, que devido ao feriado. Muitas pessoas se veem obrigadas a abastecer e nós nos sentimos lesados. Vindo de Recife pra cá, na região de Juazeiro e Petrolina, temos os maiores preços de combustível. Vemos isso aumentando a cada dia. Teve baixa (no preço) de combustível nos últimos três meses e aqui nada. Apenas aumento e enganação”.

O manifestante ainda detalha que a justificativa sobre valor do frete é derrubada quando se observa os valores cobrados na região. “Sabemos que nas cidades vizinhas como Campo Formoso, Senhor do Bonfim, praticam preços de combustível a R$ 0,40, R$ 0,50 a menos. Temos vídeos de pessoas que estão nos apoiando e que moram nessas cidades mostrando que a gasolina lá é mais barata”.

Ainda segundo Santana, a uniformização dos preços é causada pelo fato do mesmo empresário é dono dois ou mais postos na mesma cidade. “A formação de cartel existe, a gente tem a comprovação de dois postos que tentaram fazer um preço a menos e se sentiram pressionados por alguns donos de postos de combustível fazendo com que eles voltassem ao preço normal. Se fosse com o preço igual ao deles, pelo menos R$ 0,05 ou R$ 0,07 a menos apenas para estar competindo com os grandes. Os grandes empresários que forçam realmente os outros proprietários de postos a aumentarem o preço e igualar ao nível dos outros aqui da região”.

O protesto segue pelas ruas de Juazeiro e encerra em frente a prefeitura de Petrolina.

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