Estudantes vão às ruas de Petrolina em defesa da educação pública

A Praça do Bambuzinho foi mais uma vez, palco para manifestação de estudantes, trabalhadoras e trabalhadores e população em geral que se reuniram na tarde desta quinta-feira (30) em Petrolina (PE), contra o corte na educação e contra a reforma da Previdência Social.

Lideradas pela União Nacional dos Estudantes (UNE), apoiadas pela Frente Brasil Popular, as manifestações acontecem em todo o país, desde a manhã de hoje. “A ideia é mobilizar cada vez mais pessoas, toda a sociedade, em defesa dessa grande pauta que é a educação pública e também em defesa da previdência social pública, por que o que a gente tem aí como proposta de Paulo Guedes é a capitalização da previdência”, disse Bismarques Augusto, representante da Frente Brasil Popular/Petrolina.

Bruna Barbosa é estudante do curso de Medicina Veterinária na Univasf, e veio do interior de São Paulo para cursar o nível superior no Vale do São Francisco. Ela faz parte da UNE, através da União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto, e falou sobre a atual situação vivenciada pelos estudantes.

“Hoje nós estamos vivendo um cenário de desmonte da universidade pública. Na Univasf essa conta está sendo diretamente para o aluno. Já foram cortadas diversas bolsas de assistência estudantil, do total de 2 mil bolsas ofertadas no último processo seletivo, agora nós temos 500 bolsas. […] Nós estamos em extrema vulnerabilidade, a evasão na universidade só cresce e cada vez mais o filho do pobre, do trabalhador, não tem mais condições”, contou a estudante.

Filha de feirantes, Bruna relatou emocionada, a preocupação com o futuro ameaçado. “Esses últimos dias eu só tenho chorado, eu não consigo ter uma ajuda familiar financeira, eu dependo das bolsas de assistência e a minha realidade é muito distinta da perspectiva que eu tinha da universidade. O que eu exergo agora é seguir em luta. […] O que a gente não pode é ficar parado, o que a gente precisa fazer é resistir e ir às ruas”, disse.

As mobilizações que estão ocorrendo no Brasil, são ensaios para a greve geral marcada para o dia 14 de junho, apoiada pelas centrais sindicais do país. “A grande questão do momento é a reforma da Previdência, isso é o que o governo de Bolsonaro quer colocar para a sociedade. Hoje, o Brasil tem em torno de 13 milhões de desempregados e acredito que com essa greve a gente consiga mobilizar grande parte dos trabalhadores e daquelas pessoas que estão procurando emprego, e que com certeza não vão ficar paradas nem na greve geral nem após a greve geral. O nosso grande intuito é barrar a reforma da Previdência e reverter esse cortes na educação”, frisou Bismarques.  Fonte Blog do Waldiney Passos

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