Petrolinenses e Juazeirenses reclamam do preço da gasolina e apontam que a média é uma das mais altas do Brasil

Os preços nas bombas de combustível voltaram a subir e não agradaram os consumidores de Juazeiro e Petrolina. O litro da gasolina está custando em média R$5,09. Juazeiro e Petrolina são os municípios considerados com a média do litro da gasolina mais alta com relação ao preço de outros Estados brasileiros.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis (ANP) alegou que o preço dos combustíveis é livre em todo o Brasil desde 2002 e é fixado pelos próprios agentes de mercado (refinarias, distribuidoras e postos).

O repasse de preços ao consumidor final, segundo a petroleira, depende das distribuidoras e revendedoras, do valor do etanol anidro misturado à gasolina, entre outros fatores. Mas o que se percebe é uma alta generalizada nas bombas, principalmente em Juazeiro e Petrolina.

Os reajustes quase que diários são praticados pela Petrobras desde meados de 2017 e visam acompanhar a paridade internacional, de modo a garantir participação à petroleira no mercado interno.

No ano passado, porém, após forte volatilidade, a empresa anunciou um mecanismo de proteção financeira, conhecido como hedge, para aperfeiçoar essa sistemática, podendo congelar os valores nas refinarias por certo período de tempo, se necessário.

A estatal passou a atualizar diariamente em seu site o valor dos combustíveis em cada um dos 37 pontos de venda em que atua no país. Anteriormente, era publicado apenas o preço médio diário.

O motorista Damielson Gomes revelou que não gostou do aumento e abasteceu com álcool. “Está assustando tem que colocar álcool, está pesando no bolso e muito”. “A gente que roda todo dia, precisa usar o carro direto, a gente está sofrendo com esses aumentos. Então todo dia a gente precisa estar gastando e isso aumenta o tempo inteiro e o salário nada”, disse o vendedor Jair Rodrigo.

“Não tem opção, tem abastecer, tem que rodar, tem que trabalhar. É abastecer o custo, simplesmente a gente não tem o que fazer, só lamentar”, disse o empresário Zito Soares.

(Ney Vital)

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