“O governador Paulo Câmara não está investindo no Caso Beatriz”, afirma Lucinha Mota

O governador Paulo Câmara não está investindo no Caso de Beatriz, mesmo ele dizendo que é o caso número 1 de Pernambuco“. A afirmação é de Lucinha Mota, mãe de Beatriz Angélica Mota, que foi assassinada em 15 de dezembro de 2015 em Petrolina.

A declaração de Lucinha foi dada ao programa Carlos Britto, na Rádio Rural FM 103,1, nesta quarta-feira (22). Lucinha lamentou a situação e disse que afirma isso por que agora ela também faz parte das investigações. “Eu digo isso porque eu participo das investigações. Não vejo investimentos na polícia. Eu não sinto esforço do governador“, reforçou.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) já falou a este Blog sobre o sigilo das investigações, mas garantiu que a delegada Polyana Neri, responsável pelas investigações, tem “estrutura necessária para realizar seu trabalho.

Sem desfecho

O trágico assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, completou três anos e cinco meses no dia 10 de maio. Sem desfecho e muito silêncio, o caso é conduzido pela delegada Pollyanna Nery, que está à frente das investigações desde novembro de 2017. A investigação é sigilosa.

Beatriz foi brutalmente morta a facadas durante uma solenidade de formatura do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, no Centro de Petrolina, onde estudava. Seu pai, o professor Sandro Romilton, fazia parte do quadro de funcionários da unidade de ensino.

O corpo da menina foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo desativada após um incêndio provocado por ex-alunos do colégio. Essa sala fica próximo à quadra de esportes, onde acontecia a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola, na noite do crime. A irmã da menina era uma das formandas.

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 da noite do crime, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra. Minutos depois, o corpo da criança foi encontrado.

Foragido

Segundo informações, Allinson Henrique de Carvalho Cunha, ex-funcionário terceirizado do Colégio Auxiliadora, suspeito de ter apagado imagens de câmeras de segurança que teriam registrado a movimentação na noite do assassinato da menina Beatriz Angélica, ainda estaria foragido. A prisão preventiva dele foi decretada há cerca de cinco meses.

Disque-Denúncia

Quem tiver informações relevantes sobre o caso, pode acionar a Ouvidoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco – 181; WhatsApp – (87) 9 9911-8104; e Disque-Denúncia (81) – 3421-9595/3719-4545. Além disso, há um grupo de trabalho do MPPE, também por meio do WhatsApp: (81) 98878-5733. O sigilo é absoluto.

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