Após amarrar menino de 5 anos, funcionário de escola é demitido

Punição ocorreu quando a diretora da instituição local não estava presente. Suspeito era o responsável pelos alunos durante a licença dela

Uma denúncia de maus-tratos em uma escola pública de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, gerou revolta e provocou o afastamento de um dos responsáveis pelo estabelecimento. A vítima, um menino de cinco anos, teria sido amarrado e amordaçado por um funcionário como forma de punição. O fato ocorreu quando a diretora do local não estava presente por estar doente. O suspeito havia assumido a função dela durante o período de licença médica.

Ao tomar conhecimento do acontecido, a mãe da criança, indignada, procurou o Conselho Tutelar de Jaboatão. “Ela informou que o filho tinha sido amarrado na escola e tinha marcas. O menino estava muito assustado, não era para menos. É um crime tanto psicológico quanto físico”, afirma a conselheira Luci Morais.

Por conta do medo, inicialmente o menino não comentou com a família o que havia acontecido. A agressão só foi descoberta quando outra criança, amiga dele, relatou a cena testemunhada por ela. O trauma foi tão sério que o menino não quer mais voltar para a escola e se assusta quando alguém chega perto dele. Além dele, outros alunos da instituição também serão submetidos a acompanhamento psicológico.

Procurada, a prefeitura de Jaboatão, responsável pela gestão da escola, informou que o funcionário foi demitido. “A Secretaria Municipal de Educação do Jaboatão dos Guararapes esclarece que, assim que tomou conhecimento sobre o caso, na manhã dessa segunda-feira (10), ouviu todas as partes envolvidas e decidiu demitir o funcionário em questão e abrir um inquérito administrativo para acompanhar as consequências”, afirmou o órgão, em nota.

A história também foi denunciada às autoridades de segurança e deve ser investigada para a eventual aplicação das penas aplicáveis. “A Polícia Civil de Pernambuco informa que está investigando o caso pela Delegacia de Polícia de Crimes contra a Criança e Adolescente e Atos Infracionais (DPCCAI). As diligências seguem em tramitação e a delegada Vilaneida Aguiar só se pronunciará após a conclusão das investigações”, declarou a Polícia Civil, também em nota. op9

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