Mãe de jovem com suspeita de dengue se revolta ao procurar AME do Cacheado e ser informada sobre falta de vagas

A comunitária Gicélia Pia de Souza ainda tenta esquecer o aborrecimento que passou na AME do Bairro Cacheado, em Petrolina, no dia de ontem (3). Moradora do Jardim São Paulo, ela levou sua filha de 17 anos, com suspeita de dengue, à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) na última sexta-feira (31/05). A jovem foi devidamente medicada, mas Gicélia foi informada pelo profissional que atendeu sua filha que, caso os sintomas não passassem, ela deveria procurar uma AME, onde os diagnósticos de dengue são realizados.

Gicélia seguiu a orientação, mas teve uma surpresa desagradável. “Hoje (ontem) pela manhã procurei a AME do Bairro Cacheado, mas a enfermeira me falou que não tinha vaga e que já haviam excedido as vagas para urgência. Estou indignada, não é uma virose qualquer ou um resfriado, é suspeita se dengue”, desabafou.

Sem alternativas, a comunitária foi obrigada a pagar pelo exame e hemograma da filha num laboratório particular da cidade. Segundo Gicélia, o hemograma já foi feito, mas o diagnóstico para constatar se sua filha tem ou não dengue só é emitido com o outro exame, que deve sair nesta terça-feira (4).

Ela contou ao Blog que a jovem continua de repouso há três dias e, por enquanto, nem ao cursinho está indo. “Graças a Deus eu pude pagar pelo serviço, e quem não pode?”, diz a comunitária, em tom de revolta. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que ficou de se posicionar sobre o fato.

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