Três estabelecimentos de casas de farinha de mandioca foram interditados na zona rural de Ipubi, no Sertão pernambucano e, os donos, denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com o procurador da República Marcos de Jesus, 114 pessoas eram submetidas a condições análogas a do trabalho escravo, dessas, treze tinham menos de 18.
O procurador denuncia que as pessoas exerciam jornadas exaustivas que chegam a 15 horas diárias. O pagamento, de acordo com ele, era feito por produção ou seja, sem garantia do recebimento de salário mínimo.
Para a função de raspagem da mandioca, por exemplo, eram pagos R$ 3,00 por carrinho de mão. O procurador também afirma que as empresas apresentavam risco à saúde e integridade física dos trabalhadores, como ausência de equipamentos de proteção, água potável e banheiros.
Caso a Justiça acate o pedido do MPF, os envolvidos podem ser condenados a penas de três a 12 anos de prisão.
Fonte: Blog Edenevaldo Alves


