Gestante com suspeita de eclâmpsia dá entrada no HDM/Imip e mãe se desespera por falta de informações

As expectativas da comunitária Lenice Dantas Santiago, 30 anos, de dar à luz ao seu primeiro filho transformaram-se em horas de angústia para a família. De acordo com a mãe de Lenice,  Luiza Fagundes Dantas, sua filha está com suspeita de eclâmpsia (hipertensão arterial), após peregrinar por unidades médicas da região para ser atendida desde a última sexta-feira (4).

Residente no Sítio Recanto, zona rural de Lagoa Grande (PE), Sertão do São Francisco, Lenice foi levada primeiro para o hospital da cidade, mas acabou encaminhada ao Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina. A mãe da gestante contou ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, ter sido aconselhada a levá-la à unidade de Juazeiro (BA). No entanto, Lenice não pôde receber assistência na cidade baiana e retornou ontem (7) ao HDM/Imip.

A gente trouxe ela de volta. Aí entraram com ela e ninguém mais dá notícia”, afirmou a idosa. A única informação que recebeu, por meio de uma mãe que está com seu filho internado no hospital, é de que Lenice passaria por uma cesariana e posteriormente Dona Luiza seria avisada. Mas as horas se passaram e até ontem ainda não tinha recebido nenhuma notícia.

O diagnóstico de eclâmpsia foi dado ainda em Lagoa Grande. “O médico deu atendimento a ela e mandou ir pra casa. Ele disse que o parto era pra ser natural. Mas na sexta ela passou o resto da noite sentindo dor. No sábado ficou em casa, aí levei de novo. Desde sábado ela não comeu mais nada, e quando foi comer vomitou. Aí começou a dar tontura, dor de cabeça. Ontem à tarde (domingo) fizeram uns exames e deu que ela estava em início de eclâmpsia”, afirmou. Após vir a Petrolina, na manhã de ontem, Dona Luiza recebeu do HDM a ficha da filha e foi com ela para Juazeiro, mas foi orientada por um médico a voltar ao HDM, porque a unidade médica da cidade baiana não tem como dar assistência a casos de eclâmpsia. “Ele foi educado e me disse que, se fosse cesariana, tinha como fazer, mas como ela estava com eclâmpsia, o hospital não tinha estrutura”, contou.

Aflição

Dona Luiza não esconde a aflição por conta do drama de sua filha. Ela conta que faz uso de medicamento controlado, mas até esqueceu de trazer o remédio diante dessa situação, e não tem dinheiro para comprar. Ninguém da família, além dela, está em Petrolina. “Se deixarem para fazer a cesariana depois que ela der eclâmpsia, ela morre com menino e tudo”, desabafa. O Blog vai tentar buscar informações junto ao HDM sobre o assunto.

 

 

Fonte: Blog do Carlos Britto

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