Polícia deve investigar morte de cães em Petrolina

A Polícia Civil (PC) de Petrolina deverá investigar a morte de cães ocorrida nas imediações do Hipermercado Makro. O fato foi registrado no último sábado (11). Um dos animais tinha marcas de enforcamento, já que havia uma corda no seu pescoço. O outro cachorrinho morto também tinha marca de agressões.

Idealizadora da Arcapet, uma ONG voltada para a proteção dos animais na cidade, Ana Hélia Barros – mais conhecida por ‘Ana da Recarga’ – não esconde sua revolta. “Tiraram a vida de dois bichinhos que já iam ser castrados para procurarmos um lar para eles”, lamentou.

Ao Blog, ela contou que outro fato semelhante aconteceu na última segunda (13), no mesmo local, mas felizmente dessa vez ela e os demais integrantes da Arcapet conseguiram evitar o pior. “Quando chegamos lá, havia mais dois cães envenenados, mas demos ovo e antitóxico e os salvamos”. Sobre a morte dos dois animais, Ana informou ter feito um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia. “Até a perícia foi”, disse.

Dura realidade

A morte de cães e gatos, segundo Ana da Recarga, já faz parte de uma dura realidade que a Arcapet enfrenta diariamente. Com oito meses de existência e contando atualmente com 45 integrantes, a ONG desenvolve um trabalho abnegado de resgate desses animais, os quais são castrados e colocados em seguida para adoção. Uma castração não sai por menos de R$ 300,00, mas graças a uma parceria com uma clínica veterinária da cidade, esse valor fica pela metade. Além de tirarem do próprio bolso, os voluntários também realizam vários eventos beneficentes para arrecadar recursos destinados a manter a entidade.

Ana já tem ao seu lado um símbolo dessa boa causa. Trata-se de Princesa, uma cadelinha vira-lata que escapou de um fim trágico. “Já me apeguei a ela e não quero que tenha o mesmo fim dos outros”, afirmou.

Foto: divulgação

Punição

Pela Lei dos Crimes ambientais, em seu Artigo 32, “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é prevista pena de detenção de três meses a um ano, além de multa”. O Parágrafo 2º ainda reforça que “a pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre a morte do animal”.

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