Pescadores artesanais de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, cobram o pagamento do seguro-defeso, benefício destinado a garantir renda durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies.
Segundo os trabalhadores, o atraso no pagamento tem causado dificuldades financeiras, já que o benefício é a principal fonte de renda durante o período de paralisação da atividade pesqueira. O seguro defeso é pago pelo Governo Federal a pescadores que exercem a atividade de forma artesanal e que atendem aos critérios exigidos por lei.
Presidente da Associação de Pescadores da Ilha do Fogo, Tadeu Reis lamenta a situação vivida pelos beneficiários e destaca que o seguro defeso é a única forma de renda dos moradores que vivem da pesca.
O período de defeso ocorre em épocas específicas do ano e tem como objetivo proteger a reprodução dos peixes. Durante esse intervalo, a pesca é suspensa, e o seguro defeso funciona como uma compensação financeira para os profissionais.
Apesar de entender a importância da política ambiental, seu José Augusto é um dos pescadores que cobra a regulamentação do seguro defeso, direito garantido, mas que vem deixando famílias desamparadas.
O Ministério do Trabalho e Emprego assumiu o pagamento do seguro defeso iniciado no dia 1º de novembro e afirmou que todos os defesos do país iniciados nessa data devem receber em fevereiro, como é o caso dos pescadores de Petrolina.
O Ministério também justificou o atraso, informando que todos os recursos de 2025 foram gastos antes do fim do ano devido a fraudes que já estão sendo investigas pela Polícia federal. O órgão ainda declarou que instituiu novas regras para evitar esse tipo de desvio.
Fonte G1 Petrolina