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Projetos na Câmara propõem piso salarial nacional para médicos, dentistas e farmacêuticos

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Tramita na Câmara dos Deputados um pacote de projetos de lei que institui pisos salariais nacionais para médicos, cirurgiões-dentistas e farmacêuticos. As propostas foram apresentadas pelo deputado federal Vanderlan Alves (Solidariedade-CE) e visam valorizar essas categorias essenciais para a saúde pública no Brasil.

Os projetos — PL 1.547/2026 (médicos), PL 1.546/2026 (dentistas) e PL 1.545/2026 (farmacêuticos) — estabelecem remuneração mínima, reajuste anual e mecanismos de complementação financeira da União para auxiliar estados e municípios na implementação das medidas.

Valores propostos

Médicos

  • 20 horas semanais: R$ 17.000
  • 24 horas semanais: R$ 20.400
  • 30 horas semanais: R$ 25.500
  • 40 horas semanais: R$ 34.000

Cirurgiões-dentistas

  • 20 horas semanais: R$ 12.000
  • 24 horas semanais: R$ 14.400
  • 30 horas semanais: R$ 18.000
  • 40 horas semanais: R$ 24.000

Farmacêuticos

  • 30 horas semanais: R$ 8.500

Valorização das carreiras

As propostas também preveem políticas de valorização profissional, com foco na redução das desigualdades regionais e na ampliação da presença de profissionais em áreas de difícil provimento. No caso dos médicos e dentistas, os projetos buscam fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e a política Brasil Sorridente.

Já para os farmacêuticos, está prevista assistência financeira complementar da União aos entes federativos que comprovarem insuficiência de recursos para cumprir o piso salarial.

Segundo o deputado Vanderlan Alves, a iniciativa pretende enfrentar a precarização das relações de trabalho e a dificuldade de fixação de profissionais em regiões mais vulneráveis.

“A inexistência de um piso salarial nacional gera desigualdades remuneratórias, vínculos instáveis e alta rotatividade, especialmente em áreas de difícil provimento”, destaca o parlamentar.

Implementação

Os projetos estabelecem que os pisos sejam obrigatórios no setor privado e sirvam como referência mínima no serviço público, respeitando a autonomia de estados e municípios.

  • Setor privado: prazo de 12 meses para adequação;
  • Estados e municípios: até quatro anos para ajustes nos planos de carreira.

As propostas seguem em tramitação nas comissões da Câmara antes de serem submetidas ao plenário.

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