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Gestor da Compesa em Petrolina admite “É mais fácil administrar cidades com pouca água”

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O gerente regional da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) em Petrolina, João Raphael de Queiroz, admitiu que a as altas temperaturas da cidade contribuem para os recentes vazamentos nas tubulações de abastecimento d’água na cidade – a exemplo daquelas da semana passada nas Avenidas da Integração e Monsenhor Ângelo Sampaio. O problema interrompeu o fornecimento em 23 comunidades.

Ao Programa Carlos Britto na Rural FM, nesta terça-feira (3), o gestor explicou que na época do forte calor, como agora, a Compesa é obrigada a fazer uma operação inversa do que aquela no clima mais frio. “No período mais frio a gente tem que regular o nosso sistema, diminuir vazões, diminuir pressões para evitar o estouramento. Quando a temperatura aumenta, é o contrário. Tem que aumentar a vazão de produção, os limites de pressão das válvulas para que a gente possa melhorar o abastecimento da população. Então a gente vive nesse fio da navalha”, afirmou.

Aproveitando para responder a questionamentos de vários ouvintes, João Raphael reconheceu os problemas, mas reiterou o compromisso da Compesa com investimentos em melhorias na rede de abastecimento. Ele explicou que a Companhia dividiu, na década passada, a cidade em ‘distritos’. Na prática a medida consistiu na implantação de novas redes de abastecimento, para que se pudesse chegar na entrada de cada microrregião dessas e colocar uma válvula que reduz a pressão. “Quando você reduz a pressão na rede, você minimiza os estouramentos”, argumentou. O gestor salientou,  no entanto, haver outros fatores que contribuem para o problema, como os caminhões pesados que danificam a pavimentação asfáltica e atingem a tubulação.

Sobre as críticas, João Raphael mostrou-se tranquilo e garantiu que é mais fácil administrar uma cidade com pouca água, porque a população está preparada. Como exemplo ele citou Caruaru (no Agreste), que era abastecida pela Barragem de Jucazinho, mas está atualmente seca. Atualmente, o fornecimento é feito pela Barragem do Prata, a 40 quilômetros, e precisa ser controlada pelo fato de ser menor que Jucazinho e também corre o risco de secar. “Hoje Caruaru está há 15 dias sem água, e se você atrasa um, dois dias, a população está preparada. Em Petrolina você tem abastecimento todos os dias, e se você interrompe para fazer um conserto de três, quatro horas, a população já reclama. Imagine, então, o problema que a gente enfrentou na semana passada, que foram dois dias sem água na cidade”, concluiu.

 

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