O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em pronunciamento oficial nesta quarta-feira (08), fez um pedido especial para as autoridades do mundo inteiro para não “politizar o vírus”, é como se o diretor esteve respondendo criticas do presidente Norte-Americano, Donald Trump. Na verdade se Adhanom, estava com os olhos voltados para os Estados Unidos, com certeza o dedo estava apontado para o Brasil.
Em nenhum outro País do mundo a pandemia tem sido objeto de disputa política, como vem acontecendo no Brasil e isso a “olhos nus”. Presidente fala uma coisa, deputados e senadores falam outra, governadores tomam decisões do jeito que querem, STF se acha no direito de governar e legislar. Em fim, a política é o que mais interessa aos políticos brasileiros. Vida humana só tem interesse para o político, se o resultado final lhe render voto.
Pois bem, vamos relembrar algumas situações nesse período de pandemia aqui no Brasil. Um relatório produzido no dia 23 pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) apontou a época que o Brasil poderia ter 207.435 casos de covid-19 e 5.571 mortes que seria até a ultima segunda-feira, 6 de abril. Os números divulgados nesta quarta-feira (08), apontam que há 15.927, pessoas infectadas e 800 pessoas morreram por complicações de covid-19.
Os números, tanto de óbitos quanto de pessoas infectadas, estão bem abaixo das previsões catastróficas de 23 de março. Hoje ninguém fala sobre isso, nem para dizer que o presidente estava errado quando falou de exagero o isolamento social. Até parece que era preferível para o jogo político que as previsões se confirmassem, com isso ficava fácil fazer acusações políticas e culpar alguém pela quantidade de mortes.
Outra situação que deve entrar no debate é sobre a eficácia dos medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina no combate ao covid-19, seria inaceitável se a discussão sobre esse tema também é feito pelo viés da política. Lembrando que o governo da Bahia já autorizou o uso desses medicamentos em tratamento de pacientes com coronavirus, a decisão por si mostra que as autoridades não podem desprezar ao menos os estudos já realizados.
Se confirmado que a hidroxicloroquina e azitromicina pode ajudar no combate ao covid-19, vamos salvar muitas vidas e evitar que catástrofe aconteça para alimentar a ganância de muitos políticos. Por outro lado, ficando comprovado que esses medicamentos salvam vidas, é bom lembrarmos que muitas mortes poderiam ter sido evitadas. Nesse caso vai ser de responsabilidade dos organismos de governo, quem é ou quem são os responsáveis por ter impedido que vidas tenham sido salvas.
Fonte: Blog do Didi Galvão


