Em Santa Maria da Boa Vista (PE), Sertão do São Francisco, a mãe de uma menor de 17 anos não esconde sua revolta e indignação. Tudo começou quando ela foi com a filha (que está grávida) no posto de saúde do Bairro Santa Luzia, naquela cidade, fazer o primeiro exame pré-natal da jovem e, na triagem, ela foi mal atendida.
“Após fazer os testes rápidos, um deu positivo para uma DST (sífilis), e o enfermeiro, que é amigo do namorado da minha filha, encontrou ele no futebol e o mesmo relatou o fato da doença para ele. Coisa que deveria ser sigilosa. O fato é que fui reclamar na prefeitura e me disseram que era normal isso. Que era para procurar outro posto com enfermeira mulher. Após o enfermeiro fazer isso, o namorado dela, furioso e no calor da emoção, bateu na minha filha, e a minha menina tomou remédio para matar o feto. Ela ficou internada em Petrolina e lá fizeram a curetagem”, relatou a mãe, que prefere o anonimato.
Ela conta que, agora, a filha anda com depressão e vergonha de sair de casa. “Eu espero que a Secretaria de Saúde seja compreensível e não deixe enfermeiro fazer isso. Que a punição seja feita, porque minha filha de 17 anos quase morre por falta de ética desse enfermeiro, que só vive bêbado e usando droga, trata as pessoas no posto com arrogância e desrespeito. Fui à prefeitura reclamar e a mesma não faz nada. Procurei o Ministério Público e lá eles me deram apoio, e eu fiz a denúncia no COREM (Conselho Regional de Enfermagem). Mesmo assim, o enfermeiro continua fazendo o que quer na cidade com pessoas carentes”, completa ela.
A reportagem deixa o espaço aberto para algum representante da prefeitura manifestar-se sobre o assunto.
Fonte: Blog do Carlos Britto


