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Governo do Estado deve R$ 700 mil a Prefeitura pelo São João ano passado, diz Miguel Coelho

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Com a expectativa de gastar o mesmo que foi investido no São João do ano passado, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, está em busca de novos patrocinadores para o evento. Segundo o gestor municipal, dentre todas possibilidades de captação, a única que em há dificuldades em fechar o apoio é o Governo do Estado, através da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). Em entrevista a reportagem do Nossa Voz Coelho explicou na noite desta quinta-feira (19) que a Empetur ainda deve o valor anunciado o ano passado como patrocínio. 
“Até o momento não, mas toda hora em que eles quiserem participar serão bem-vindos, mas de preferência que eles paguem o que devem do ano passado ainda. O débito foi R$ 700 mil, foi o contrato feito pela Empetur no ano passado para o São João de 2017. Não foi só aqui em Petrolina, Caruaru também não recebeu. Então a gente espera que se eles quiserem colocar o nome da Empetur esse ano, não é nenhum tipo de revanchismo político, mas é mercado. Se eles querem patrocinar eu preciso receber para poder colocar a marca deles na nossa festa. Então acho que eles deviam primeiro pagar as contas que devem para depois querer vir patrocinar esse ano”, revelou durante o lançamento da edição 2018 do evento.
Questionado sobre a previsão de investimento nos festejos este ano, Miguel Coelho repassa a estimativa, mas reforça o esforço em captar recursos. “Esse número ainda é variável e o único investimento que a Prefeitura vai fazer esse ano é banda e a gente já tem garantido mais de R$ 1,2 milhões em patrocínio e ainda temos 45 dias para conseguir novos patrocínio. Então, do mesmo modo que no ano passado a gente fechou a cota de R$ 1 milhão que a prefeitura recebeu efetivamente em patrocínio, já superamos essa meta e vamos correr agora porque quanto mais patrocinadores confiarem e acreditarem na nossa festa menos recurso público vamos gastar e com menos dinheiro público a festa fica ainda maior”. 
O prefeito de Petrolina ainda reforça que há prazo. “Ano passado a gente fechou na casa de R4 4,2 milhões esse ano a gente está em R$ 4,7 milhões, mas se a gente receber mais patrocínios esse número cai. É por isso que eu não quero dizer ainda quanto nós vamos gastar oficialmente. Até porque eu só pago também no dia da atração. Então tudo que a gente tem aqui é a estimativa do preço das bandas que a gente só vai pagar metade no dia e metade 30 dias depois. E a gora a gente tem que bater a chinela não apenas para dançar o forró mas bater à porta dos empresários para que possam patrocinar ainda mais a nossa festa”.
Miguel Coelho ainda assegura ter uma estratégia traçada para não pagar valores abusivos para as bandas. “É importante dizer que a gente está com essa meta de gastar o mesmo que o ano passado, mas estamos trazendo mais bandas e a gente está conseguindo otimizar o recurso, negociando melhor com as bandas. É importante dizer que estamos condicionante do nosso contrato, Petrolina não paga mais do que nenhuma cidade de Pernambuco. Se tiver banda que receba cachê menor que o de Petrolina, vamos pagar o mesmo valor e se a banda não aceitar problema dela, não toca também e a gente arruma outra banda para tocar porque o São João de Petrolina é maior do que qualquer atração”, disparou. Grande Rio FM 
(Foto: Ivaldo Regis/PMP)  
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