Mesmo com programas sociais já existentes, como descontos para famílias de baixa renda, o impacto ainda é considerado limitado. As próprias distribuidoras, inclusive, têm dificuldade em alcançar todos os beneficiários que têm direito aos abatimentos.
Outro ponto de atenção é o sistema de bandeiras tarifárias, que pode voltar a encarecer a conta nos próximos meses. Caso isso aconteça, o custo da energia pode subir ainda mais, aumentando a pressão sobre o governo.
Para tentar evitar esse cenário, o ministro de Minas e Energia busca alternativas que impeçam a ativação das bandeiras mais caras, o que poderia gerar impacto bilionário nas contas dos brasileiros.
Além disso, o governo tem recorrido a mecanismos como o bônus da usina de Itaipu e à ampliação de subsídios no setor, mas essas medidas têm custo elevado e acabam sendo pagos, de forma indireta, pelos próprios consumidores.
No fim das contas, o cenário indica um reajuste mais alto em 2026, com o governo tentando segurar o aumento por meio de intervenções e mais gastos públicos, numa tentativa de reduzir o impacto no bolso da população e evitar desgaste político.


